Arquivo de junho, 2010

Dominancia incompleta ou co-dominancia

Publicado: 17 de junho de 2010 por Felipe em BioGlossário

Na dominancia incompleta ou parcial, sempre vai apresentar os dois alelos.Exemplo:

Flores brancas= BB        +      Flores vermelhas= VV

Vai originar flores rosas= VB

Porem se cruzar flores rosas com ela mesmo vai surgir novamente flores brancas,vermelhas e também as rosas.

  V B
V VV VB
B VB BB

Dúvidas, pode fazer que respondemos.

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1.Sabendo que a hemofilia é condicionada por um gene recessivo ligado ao sexo, analise o heredograma seguinte es responda as questões a baixo:

 

a) Quais os genótipos dos indivíduos 3 e 4 ?

b) Quais os genótipos possíveis dos indivíduoes 5,6,7 e 8 ?

c) Se o indivíduo 6 se casar com um homem normal, existe alguma possibilidade, tendo um filho homen. este vir a ser hemofilico? Qual é a probabilidade ?

2. O esquema representa três gerações de uma família onde o alelo afetato é albino, e o resto é normal.

Os genótipos dos indivíduos 2 e 8 são respectivamente:

a) Aa e Aa

b) AA e Aa

c) aa e AA

d) Ao e aa

e) Aa e AA

(mais…)

Alelos letais- Assunto de prova !!!

Publicado: 16 de junho de 2010 por Ricardo em BioEscola, Genética
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Quando um gene causa a morte do indivíduo, é considerado um gene letal. Esses genes podem exercer o seu efeito letal antes ou depois do nascimento. Se o efeito é tardio, ele não provoca alteração nas proporções genotípica e fenotípica. Porém, há genes letais que provocam a morte dos embriões, antes do nascimento. Nesses casos, as proporções obtidas na descendência de um cruzamento serão diferentes das proporções clássicas do monoibridismo.
Um exemplo de genes letais na espécie humana são os que condicionam a doença de Tay-Sachs, condicionada por um gene letal recessivo e que provoca a morte de crianças, ao redor dos dois anos de vida, acometidas por paralesia generalizada.
Outros exemplos são os genes dos cânceres, que, porém, são mais tardios em sua atuação.
Há, ainda, genes letais que matam embriões e fetos, como aqueles que causam malformações e defeitos graves que são reconhecidos e expelidos naturalmente pelo corpo da mãe.

Heredograma

Publicado: 16 de junho de 2010 por Ricardo em BioEscola, Genética
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Construindo um heredograma (Assunto de prova)

 No caso da espécie humana, em que não se pode realizar experiências com cruzamentos dirigidos, a determinação do padrão de herança das características depende de um levantamento do histórico das famílias em que certas características aparecem. Isso permite ao geneticista saber se uma dada característica é ou não hereditária e de que modo ela é herdada. Esse levantamento é feito na forma de uma representação gráfica denominada heredograma (do latim heredium, herança), também conhecida como genealogia ou árvore genealógica.

Construir um heredograma consiste em representar, usando símbolos, as relações de parentesco entre os indivíduos de uma família. Cada indivíduo é representado por um símbolo que indica as suas características particulares e sua relação de parentesco com os demais.

 Indivíduos do sexo masculino são representados por um quadrado, e os do sexo feminino, por um círculo. O casamento, no sentido biológico de procriação, é indicado por um traço horizontal que une os dois membros do casal. Os filhos de um casamento são representados por traços verticais unidos ao traço horizontal do casal.

 Os principais símbolos são os seguintes:

 

Interpretação dos Heredogramas  (Assunto de prova)

A análise dos heredogramas pode permitir se determinar o padrão de herança de uma certa característica (se é autossômica, se é dominante ou recessiva, etc.). Permite, ainda, descobrir o genótipo das pessoas envolvidas, se não de todas, pelo menos de parte delas. Quando um dos membros de uma genealogia manifesta um fenótipo dominante, e não conseguimos determinar se ele é homozigoto dominante ou heterozigoto, habitualmente o seu genótipo é indicado como A_, B_ou C_, por exemplo.

 A primeira informação que se procura obter, na análise de um heredograma, é se o caráter em questão é condicionado por um gene dominante ou recessivo. Para isso, devemos procurar, no heredograma, casais que são fenotipicamente iguais e tiveram um ou mais filhos diferentes deles. Se a característica permaneceu oculta no casal, e se manifestou no filho, só pode ser determinada por um gene recessivo. Pais fenotipicamente iguais, com um filho diferente deles, indicam que o caráter presente no filho é recessivo!

 Uma vez que se descobriu qual é o gene dominante e qual é o recessivo, vamos agora localizar os homozigotos recessivos, porque todos eles manifestam o caráter recessivo. Depois disso, podemos começar a descobrir os genótipos das outras pessoas. Devemos nos lembrar de duas coisas:

 1ª) Em um par de genes alelos, um veio do pai e o outro veio da mãe. Se um indivíduo é homozigoto recessivo, ele deve ter recebido um gene recessivo de cada ancestral.

2ª) Se um indivíduo é homozigoto recessivo, ele envia o gene recessivo para todos os seus filhos. Dessa forma, como em um “quebra-cabeças”, os outros genótipos vão sendo descobertos. Todos os genótipos devem ser indicados, mesmo que na sua forma parcial (A_, por exemplo).

Exemplo:

 

 

Os conceitos de fenótipo e genótipo (Assunto de prova)

Dois conceitos importantes para o desenvolvimento da genética, no começo do século XX, foram os de fenótipo e genótipo, criados pelo pesquisador dinamarquês Wilhelm L. Johannsen (1857 – 1912).

Fenótipo

O termo “fenótipo” (do grego pheno, evidente, brilhante, e typos, característico) é empregado para designar as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas e comportamentais. Também fazem parte do fenótipo características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação.

Entre as características fenotípicas visíveis, podemos citar a cor de uma flor, a cor dos olhos de uma pessoa, a textura do cabelo, a cor do pêlo de um animal, etc. Já o tipo sanguíneo e a sequência de aminoácidos de uma proteína são características fenotípicas revelada apenas mediante testes especiais.

O fenótipo de um indivíduo sofre transformações com o passar do tempo. Por exemplo, à medida que envelhecemos o nosso corpo se modifica. Fatores ambientais também podem alterar o fenótipo: se ficarmos expostos à luz do sol, nossa pele escurecerá.

Genótipo

O termo “genótipo” (do grego genos, originar, provir, e typos, característica) refere-se à constituição genética do indivíduo, ou seja, aos genes que ele possui. Estamos nos referindo ao genótipo quando dizemos, por exemplo, que uma planta de ervilha é homozigota dominante (VV) ou heterozigota (Vv) em relação à cor da semente.

Fenótipo: genótipo e ambiente em interação

O fenótipo resulta da interação do genótipo com o ambiente. Consideremos, por exemplo, duas pessoas que tenham os mesmos tipos de alelos para pigmentação da pele; se uma delas toma sol com mais frequência que a outra, suas tonalidades de pele, fenótipo, são diferentes.

Um exemplo interessante de interação entre genótipo e ambiente na produção do fenótipo é a reação dos coelhos da raça himalaia à temperatura. Em temperaturas baixas, os pêlos crescem pretos e, em temperaturas altas, crescem brancos. A pelagem normal desses coelhos é branca, menos nas extremidades do corpo (focinho, orelha, rabo e patas), que, por perderem mais calor e apresentarem temperatura mais baixa, desenvolvem pelagem preta.

Determinando o genótipo

Enquanto que o fenótipo de um indivíduo pode ser observado diretamente, mesmo que seja através de instrumentos, o genótipo tem que ser inferido através da observação do fenótipo, da análise de seus pais, filhos e de outros parentes ou ainda pelo seqüenciamento do genoma do indivíduo, ou seja, leitura do que está nos genes. A técnica do seqüenciamento, não é amplamente utilizada, devido ao seu alto custo e pela necessidade de aparelhagem especializada. Por esse motivo a observação do fenótipo e análise dos parentes ainda é o recurso mais utilizado para se conhecer o genótipo.

Quando um indivíduo apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo recessivo, conclui-se que ele é homozigoto quanto ao alelo em questão. Por exemplo, uma semente de ervilha verde é sempre homozigota vv. Já um indivíduo que apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo dominante poderá ser homozigoto ou heterozigoto. Uma semente de ervilha amarela, por exemplo, pode ter genótipo VV ou Vv. Nesse caso, o genótipo do indivíduo só poderá ser determinado pela análise de seus pais e de seus descendentes.

Caso o indivíduo com fenótipo dominante seja filho de pai com fenótipo recessivo, ele certamente será heterozigoto, pois herdou do pai um alelo recessivo. Entretanto, se ambos os pais têm fenótipo dominante, nada se pode afirmar. Será necessário analisar a descendência do indivíduo em estudo: se algum filho exibir o fenótipo recessivo, isso indica que ele é heterozigoto.

  Cruzamento-testeEste cruzamento é feito com um indivíduo homozigótico recessivo para o fator que se pretende estudar, que facilmente se identifica pelo seu fenótipo e um outro de genótipo conhecido ou não. Por exemplo, se cruzarmos um macho desconhecido com uma fêmea recessiva podemos determinar se o macho é portador daquele caráter recessivo ou se é puro. Caso este seja puro todos os filhos serão como ele, se for portador 25% serão brancos, etc. Esta explicação é muito básica, pois geralmente é preciso um pouco mais do que este único cruzamento.

A limitação destes cruzamentos está no fato de não permitirem identificar portadores de alelos múltiplos para a mesma característica, ou seja, podem existir em alguns casos mais do que dois alelos para o mesmo gene e o efeito da sua combinação variar. Além disso, podemos estar cruzando um fator para o qual o macho ou fêmea teste não são portadores, mas sim de outros alelos.

 

Dominância Completa (Assunto de prova)

Nesse caso um alelo é capaz de suprimir a manifestação do outro quando em heterozigose, de tal forma que o fenótipo do heterozigoto é igual ao apresentado por um dos homozigotos (homozigoto dominante).  Como exemplo cita-se o gene V/v em ervilha, em que V determina cotilédones de cor amarela e v cotilédones de cor verde. Tem-se,portanto:

VV = amarelo

Vv = amarelo

vv = verde

Codominância (Assunto de prova)

Ocorre quando ambos os alelos de um gene se expressam integralmente no heterozigoto, de tal forma que o fenótipo deste heterozigoto é distinto em relação aos dois homozigotos. Em 1927, Landeateiner e Levine descobriram um grupo de antígeno nos glóbulos vermelhos no sangue, denominados de antígeno M e N. Todas as pessoas podem ser classificadas em M, N ou MN. A herança desse caráter é monogênica, através de alelos codominantes, que atuam da seguinte forma:

LM : produz o antígeno M

LN : produz o antígeno N.

As pessoas são classificadas em:

 
Grupo Sangüíneo Antígenos Genótipo
M M LM LM
N N LN LN
MN M e N LM LN

 

Ausência de dominância

Nesse caso os alelos expressam integralmente quando em heterozigose, mas o fenótipo do heterozigoto é intermediário aos dois homozigotos em função de um efeito quantitativo da atividade dos alelos. Como o exemplo cita-se a ação do gene V/v conforme descrito a seguir:

VV = Vermelho

Vv = rosa

vv = branco

Como os genes se manifestam

Vimos que, em alguns casos, os genes se manifestam com fenótipos bem distintos. Por exemplo, os genes para a cor das sementes em ervilhas manifestam-se com fenótipos bem definidos, sendo encontradas sementes amarelas ou verdes. A essa manifestação gênica bem determinada chamamos de variação gênica descontínua, pois não há fenótipos intermediários.

Há herança de características, no entanto, cuja manifestação do gene (também chamada de expressividade) não determina fenótipos tão definidos, mas sim uma gradação de fenótipos. A essa gradação da expressividade do gene, variando desde um fenótipo que mostra leve expressão da característica até sua expressão total, chamamos de norma de reação ou expressividade variável. Por exemplo, os portadores dos genes para braquidactilia (dedos curto) podem apresentar fenótipos variando de dedos levemente mais curtos até a total falta deles.

Alguns genes sempre que estão presentes se manifestam, dizemos que são altamente penetrantes. Outros possuem uma penetrância incompleta, ou seja, apenas uma parcela dos portadores do genótipo apresenta o fenótipo correspondente.

Observe que o conceito de penetrância está relacionado à expressividade do gene em um conjunto de indivíduos, sendo apresentado em termos percentuais. Assim, por exemplo, podemos falar que a penetrância para o gene para a doença de Huntington é de 100%, o que quer dizer que 100% dos portadores desse gene apresentam (expressam) o fenótipo correspondente.

Pleiotropia

A pleiotropia, também denominada por efeito pleiotrópico, é um fenômeno genético em que um único gene possui controle sobres às manifestações de várias características.

Trata-se de um condicionamento ainda pouco esclarecido, porém comum tanto em organismos animais quanto em vegetais, regendo os mais distintos fenótipos. Sua ação ocorre de forma contrária às interações gênicas, visto que essa proporciona interações de dois ou mais genes reguladores frente a um caráter.

PLEIOTROPIA → Um gene condiciona ou influencia mais de uma característica no indivíduo.

INTERAÇÕES GÊNICAS → Dois ou mais genes interagem entre si par determinar uma única característica.

Exemplo pleotrópico: Gene determinante no condicionamento da coloração das flores (púrpuras), cor da casca da semente (cinza) e manchas arroxeadas nas proximidades das estípulas em ervilhas (a mesma espécie estudada por Gregor Mendel).

Exemplo de interações gênicas: variações na cor de pele do ser humano.

Religião x Ciência (Parte1)

Publicado: 8 de junho de 2010 por Felipe em BioDebate

Durante toda história do ser humano a vida de todos nós é sempre marcada por contradições, em que muitas delas podem levar até a uma guerra a nível mundial. Pra tudo que existe, sempre haverá os “contra”, por exemplo, a rivalidade existente entre o capitalismo e os socialistas, no ponto de vista capitalista eles sempre estarão certos e socialistas errados, da mesma maneira ocorre com pessoas que defendem o socialismo, tal fato gerou o que conhecemos de Guerra Fria, que foi nada mais do que conflitos ideológicos gerados entre essas duas formas econômicas. Resumindo, se eu ou você foi criado com um certo “padrão” ideológico que nossos pais implantaram em nossas mentes desde criança, colocando em nossas mentes ideologias religiosas, culturais, ou até a forma de se comportar perante a sociedade, porém existe outros fatores que “fazem nossa mente” e um dos principais meios que existe hoje é a mídia, por exemplo, as novelas geralmente gostam de fazer um certo tipo de moda e logo mais você poderá notar que as pessoas que a cercam ou até mesmo você está seguindo aquele padrão que a mídia em termos gerais passa para vocês. Concluímos que os nossos pais,a mídia e fatores religiosos,políticos e culturais, são as que mais influenciam a nossa mente direta ou indiretamente. Mas você deve está pensando: E o que isso tem haver com biologia?

Chegamos ao que realmente nos interessa, no decorrer da história a religião e a ciência são dois opostos que nunca vão andar lado a lado,de um lado a ciência sempre querem ter uma prova concreta e lógica dos fatos que acontecem em nosso cotidiano e de outro lado a religião acredita que pra tudo existe uma explicação divina. Como pode ser visto na antiguidade o homem “sempre” atribuiu cada fenômeno natural a deuses, o trovão, por exemplo, se eu não tenho como provar vamos dizer que foi uma divindade, um castigo, um sinal dos deuses, etc. Porém trazendo aos dias de hoje em que vivemos em uma sociedade cristã, ou seja, que acredita que existe só um Deus. Podemos observar duas ideologias muito distintas, a Teoria Criacionista e Teoria Evolucionista.

Vamos parar por aqui. Após falar de muita história e geografia. Agora chegou a hora de comentar o  que vocês acham da Religião x Ciência.

Sabemos que o coração “bombeia” o sangue gerando a circulação sanguínea, mas serásabemos quem realmente descobriu ? Prestem bem atenção e veja quem e como foi descoberto:

  Durante a historia percebemos que o coração é associado a diversos fatores que levam desde atributos  a sentimentos humanos, como ao ódio, inveja e principalmente o amor. Não sabia  certamente pra que sevia o caração mas com o passar da historia, mais precisadamente no século 17 o  médico inglês William Harvey descobriu através de uma série de estudos a função do coração, que  distribui o sangue oxigenado a todos os orgãos e , ao mesmo tempo, recebe o não oxigenado e que havia dois grandes circuitos realizada pelo organismo humano (o geral e o pulmonar)         

O cientista baseou-se em suas pesquisas sobre a circulação do sangue e o movimento do coração em   animais vivos, assim como em dissecações, para explicar o mecanismo do aparelho circulatório, que expôs em sua obra ENSAIO ANATÔMICO SOBRE O MOVIMENTO DO CORAÇÃO E DO SANGUE NOS ANIMAIS, publicada em 1628. 

A partir desse momento, a ciência conheceu o mecanismo da circulação sanguínea, deduzida por Harvey por meio da evidência externa, uma vez que não possuía microscópio para explorar o funcionamento dos vasos e explica a passagem do sangue por eles.